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Brasil fica fora de aliança liderada por Trump que classifica PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

Grupo formado por 14 países anunciou medidas contra organizações criminosas durante reunião realizada em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU

Brasil fica fora de aliança liderada por Trump que classifica PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas
Reprodução/White House

O Brasil ficou de fora da aliança internacional liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou novas medidas contra organizações criminosas da América Latina, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).


A iniciativa, chamada de “Escudo das Américas”, reúne 14 países e foi apresentada em Nova York durante a semana da Assembleia Geral das Nações Unidas. Brasil e México não aderiram ao grupo.


Durante seu discurso na ONU, Trump voltou a defender uma atuação mais dura contra cartéis e facções criminosas da região. O presidente norte-americano comparou os grupos ao Estado Islâmico e citou nominalmente o PCC e o Comando Vermelho.


Trump aumenta pressão sobre o Brasil


A posição de Washington ocorre após meses de pressão sobre o governo brasileiro. Em maio de 2026, os Estados Unidos já haviam designado o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas segundo a legislação norte-americana. A medida permite ao governo dos EUA ampliar sanções e outras ações contra integrantes e pessoas ou entidades associadas aos grupos.


Em documento divulgado anteriormente, o governo Trump também criticou o Brasil pelo enfrentamento às duas facções. O governo brasileiro contestou as críticas e afirmou que vem adotando medidas contra o crime organizado, incluindo a chamada Lei Antifacção e operações de combate ao tráfico de armas, lavagem de dinheiro e financiamento das organizações criminosas.


Lula defende soberania brasileira


Na abertura da Assembleia Geral da ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o combate ao crime organizado seja realizado pelo próprio Brasil, por meio de cooperação internacional, mas sem a presença de forças estrangeiras em território nacional.


Lula afirmou que o país precisa de cooperação para combater o tráfico de armas e a lavagem de dinheiro, mas rejeitou a ideia de transferir para outros países a responsabilidade pela segurança das fronteiras brasileiras.


O presidente também declarou, durante o discurso, que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”, ao defender a soberania nacional e criticar o que classificou como tentativas de interferência externa.


Brasil não participou da iniciativa


A ausência brasileira no “Escudo das Américas” ocorre em um momento de aumento das divergências entre Brasília e Washington sobre a forma de combater o crime organizado na região.


A iniciativa anunciada pelos aliados de Trump prevê ações coordenadas contra organizações criminosas e inclui PCC e Comando Vermelho entre os grupos atingidos pelas medidas.


Apesar da pressão dos Estados Unidos, o governo brasileiro mantém a posição de que o combate às facções deve ser conduzido pelas autoridades brasileiras, com cooperação internacional em áreas como inteligência, controle financeiro e combate ao tráfico de armas.


Rádio Nova Terra FM — Fortaleza, Ceará

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